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segunda-feira, 12 de março de 2012

A força dos nossos pés


Dedico as minhas queridas filhas: Julianne e Renata 

Desde o dia em que tu nasceste, eu criei a ilusão,   dentro de mim, que poderia caminhar por ti.


Imaginei que colocaria teus pés sobre os meus e te levaria pelos caminhos que eu julgasse mais tranqüilos e seguros. Dessa maneira, tu nunca feririas teus pés pisando em espinhos ou em cacos de vidro e jamais se cansaria da caminhada, nem mesmo precisarias decidir qual estrada tomar.



Isso seria eternamente minha responsabilidade.

...e foi assim durante um bom tempo, caminhei por ti, para ti.



De repente, o tempo veio me avisar bruscamente que essa deliciosa tarefa não faria mais parte dos meus dias.



Teus pés cresceram e eu já não conseguia mais equilibrá-los em cima dos meus, daí quando eu menos esperava eles escorregaram e alcançaram o solo.



Hoje sou obrigada a vê-los trilhar caminhos nos quais os meus jamais os levariam e ainda tento detê-los insistentemente, mas só raríssimas vezes consigo. Agora só me é permitido correr com os meus junto aos teus e em certos momentos teus passos são tão largos que quase não posso acompanhá-los.



Atualmente, assisto aos teus tropeços sempre pronta para  levantar-te das tuas quedas.



Por vezes, tu me estendes as tuas mãos em busca de socorro, outras, mesmo estando estirado ao chão e ferido, insistes em levantar-te sozinho por puro orgulho ou para me provar que já és capaz de erguer-te após teus tombos e curar-te de tuas próprias feridas.



Assim vamos vivendo e sinto uma saudade imensurável daquele tempo que precisavas de mim para conduzi-lo, pois era bem mais fácil suportar teu peso sobre meus pés, do que sobre meu coração.



No entanto, já consigo compreender como a vida é sábia. Percebo, finalmente, que em algum momento tu precisaste mesmo desbravar teus caminhos independente de mim...



...como eu, é provável que tenhas que fazê-lo com mais alguns pés sobre os teus, os dos teus filhos. Não, claro que não é uma tarefa fácil, mas se eu consegui, tu também conseguirás porque plantei em teu coração o melhor e mais poderoso aditivo para que suportes tanto peso: o amor!


Silvana Duboc

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia da Mulher



Seus Malabarismos Mágicos Manipulam Marionetes.
Meninas, Mães, Madres, Marquesas e Ministras.
Madalenas ou Marias.
Marinas ou Madonas.
Elas são Manhãs e Madrugadas.
Mártires e Massacradas.
Mas sempre Maravilhosas, essas Moças Melindrosas.
Mergulham em Mares e Madrepérolas, em Margaridas e Miosótis.
E são Marinheiras e Magníficas.
Mimam Mascotes.
Multiplicam Memórias e Milhares de Momentos.
Marcam suas Mudanças.
Momentâneas ou Milenares, Mudas ou Murmurantes,
Multicoloridas ou Monocromáticas, Megalomaníacas ou Modestas,
Musculosas, Maliciosas, Maquiadoras, Maquinistas,
Manicures, Maiores, Menores, Madrastas,
Madrinhas, Manhosas, Maduras, Molecas,
Melodiosas, Modernas, Magrinhas.
São Músicas, Misturas, Mármore e Minério.
Merecem Mundos e não Migalhas.
Merecem Medalhas.
São Monumentos em Movimento, esses Milhões de Mulheres Maiúsculas.

Autor desconhecido

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Colo da Mãe

Adriana


Ave cheia de graça, bendita sejas mãe,
Te amo com amor eterno, singelo de coração,
Quero então colocar minha vida em tuas mãos,
Sentir que podes ninar-me mãezinha com tua proteção.

Eu quero deixar que o teu plano em mim possa realizar sem limitações,

E quero tentar sem porem saber,

Ser um pouquinho do que tu és 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Ave maria

Arrepia!


Ave-maria Natureza
Paula Fernandes



Ave Maria
mãe das estrelas, mãe do céu.
Alma doce da natureza
Oh seiva viva que nutre esse chão
dá tua luz a tudo que vive e respira
leva a dor do coração.
Oh doce mãe estende teu manto
pra essa terra que tanto precisa de ti
transforma os corações dos homens
pra que o paraíso aconteça aqui.
Santa Maria.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A arte de ser Avó



NÃO PODERIA DEIXAR DE HOMENAGIAR A TODAS AS VOVÓS E VOVÔS NESTE MÊS TÃO ESPECIAL PELO DIA DOS AVÓS



Um belo dia, sem que lhe fosse imposta
 nenhuma das agonias da gestação ou parto,
 o doutor lhe põe nos braços uma criança. Completamente grátis - nisto é que está a maravilha. Sem dores, sem choro, aquela criancinha da sua raça, da qual morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida.
No entanto - no entanto! - nem tudo são flores no caminho da avó.
Há acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe. Não importa que ela em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser a mãe. Não importa que ela ensine à criança a lhe dar beijos e a lhe chamar de “vovozinha” e lhe conte que de noite, às vezes, ela de repente acorda e pergunta por você. São lisonjas, nada mais.
Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante nos triângulos conjugais. A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe de comer, dá-lhe banho, veste-o. Embala-o de noite. Contra si tem a fadiga, a rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.
Já a avó não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas programadas, leva a passear, “não ralha nunca”, deixa se lambuzar de pirulito. Não tem a menor pretensão pedagógica.
Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô que se quebrou porque ele - involuntariamente! - bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beiço pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque ninguém zangou, o culpado foi a bola mesmo, não foi, vó?
Era um simples boneco que custou caro.
Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague!
Autor:Raquel de Queiroz

domingo, 28 de agosto de 2011






SER MÃE
Ser mãe não é apenas carregar no ventre, por alguns meses, um óvulo fecundado!
Ser mãe não é somente passar pela dor cruciante de trazer um filho ao mundo!
Ser mãe não é simplesmente dar o alimento, vestir e cuidar do físico e dos estudos!
Ser mãe não é embonecar uma criança, fazendo dela um enfeite, um “bibelô”!
Ser mãe é muito mais do que isso!
Ser mãe é dividir o que se tem, sempre priorizando os filhos;
Ser mãe é cuidar, amar, amar e amar!
Ser mãe é depender da graça de Deus dia após dia, hora após hora, minuto após minuto;
Ser mãe é estar na dependência total do Deus Maravilhoso que não falta nunca, que sempre nos protege e nos ampara;
Ser mãe é se sentir abençoada por ter recebido do Senhor o privilégio de tomar conta de um pequeno ser;
Ser mãe é ver o seu amor imperfeito comparado ao perfeito amor do grande Deus.
Ser mãe é envelhecer sorrindo;
Mesmo na solidão do ninho que ficou vazio;
Porque sabe que cumpriu a sua parte;
E o que faltou, o Pai celeste completará;
Pois dEle vem a promessa: “Não temas, pois Eu estou contigo em todo momento”.
Ser mãe é ser feliz somente por ser mãe!